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CANCRO - Encontrem a cura,

antes que me cresçam

as maminhas!

Sábado, 13 de Abril de 2013

Comportamentos estatais

Comportamentos - Holanda - Hábitos de poupança

Nada que interesse a Portugal, país de novos ricos…

 

A propósito do desafio sobre os novos hábitos de poupança na abertura do ano lectivo, resolvi partilhar a minha experiência uma vez que vivo no norte da Holanda, onde tudo se passa de modo completamente diferente.

 

Em primeiro lugar, os livros são gratuitos. São entregues a cada aluno no início do ano lectivo, com um autocolante que atesta o estado do livro. Pode ser novo ou já ter sido anteriormente usado por outros alunos. No final do ano, os livros são devolvidos à escola e de novo avaliados quanto ao seu estado. Se por qualquer razão foram entregues em bom estado e devolvidos já muito mal tratados, o aluno poderá ter de pagá-los, no todo ou em parte.

 

Todos os anos, os cadernos que não foram terminados voltam a ser usados até ao fim. O contrário é, inclusivamente, muito mal visto. Os alunos são estimulados a reusar os materiais. Nas disciplinas tecnológicas e de artes, são fornecidos livros para desenho, de capa dura, que deverão ser usados ao longo de todo o ciclo (cinco anos).

 

Obviamente que as lojas estão, a partir de  Julho/Agosto, inundadas de artigos apelativos mas nas escolas a política é a de poupar e aproveitar ao máximo. Se por qualquer razão é necessário algum material mais caro (calculadora, compasso, por exemplo), há um sistema (dinamizado por pais e professores, ou alunos mais velhos) que permite o empréstimo ou a doação, consoante a natureza do produto.

 

Ao longo do ano, os alunos têm de ler obrigatoriamente vários livros. Nenhum é comprado porque a escola empresta ou simplesmente são requisitados numa das bibliotecas da cidade, todas ligadas em rede para facilitar as devoluções, por exemplo.

Aliás, todas as crianças vão à biblioteca, é um hábito muito valorizado.

 

A minha filha mais nova começou as suas aulas de ballet. Não nos pediram nada, nenhum fato nem sapatos especiais. Mas como é universalmente sabido, as meninas gostam do ballet porque é cor-de-rosa e porque as roupas também contam. Então, as mães vão passando os fatos e a minha filha recebeu hoje, naturalmente, o seu maillot cor-de-rosa com tutu, e uns sapatinhos, tudo já usado. Quando já não servir, é devolvido.

E não estamos a falar de famílias carenciadas, pelo contrário. É assim há muito tempo.

 

O meu filho mais velho começará a ter, na próxima semana, aulas de guitarra. Se a coisa for levada mesmo a sério, poderemos alugar uma guitarra ou facilmente comprar uma em segunda mão.

 

Este sistema faz toda a diferença porque, desde que vivo na Holanda, terminou o pesadelo do início do ano. Tudo se passa com maior tranquilidade, não há a febre do "regresso às aulas do Continente" e os miúdos e os pais são muito menos pressionados.

De facto, noto que há uma grande diferença se compararmos o nosso país e a Holanda (ou com outros países do Norte da Europa, onde tudo funciona de forma idêntica).

Usar ou comprar o que quer que seja em segunda mão é uma atitude socialmente louvável, pelo que existem mil e uma opções.

Não só se aprende desde cedo a poupar e a reutilizar, como a focar as atenções, sobretudo as dos mais pequenos, nas coisas realmente importantes.

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Helena Rico, 42 anos, Groningen, Holanda

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LauraBM às 23:22

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Sexta-feira, 13 de Abril de 2012

Cartoons sobre educação de filhos e netos no futuro...

 

 

 

 

Quino, desiludido com o século...
Pura realidade, e nós temos a nossa parcela de culpa, ou não?
Quino, o cartunista argentino autor da Mafalda, desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, deixou impresso no cartum o seu sentimento:


A genialidade do artista faz uma das melhores críticas sobre a criação de filhos (e educação) nos tempos atuais.

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(Carlos Lúcio Gontijo - www.carlosluciogontijo.jor.br)

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LauraBM às 23:41

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Terça-feira, 12 de Abril de 2011

A inutilidade da infância

Rúben Alves, Escritor, Psicanalista, Educador respeitado no Brasil e no Exterior, em seu livro Histórias de quem gosta de ensinar, escreveu um capítulo que intitulou "A inutilidade da infância", do qual transcrevemos algumas ideias para que possamos reflectir:

 

O pai orgulhoso e sólido olha para o filho saudável e imagina o futuro.

Que é que você vai ser quando crescer?

Pergunta inevitável, necessária, previdente, que ninguém questiona.

Ah! Quando eu crescer, acho que vou ser médico! A profissão não importa muito, desde que ela pertença ao rol dos rótulos respeitáveis que um pai gostaria de ver colados ao nome do seu filho... Engenheiro, Diplomata, Advogado, Cientista...

 

Imagino um outro pai, diferente, que não pode fazer perguntas sobre o futuro.

Pai para quem o filho não é uma entidade que "vai ser quando crescer", mas que simplesmente é, por enquanto... É que ele está muito doente, provavelmente não chegará a crescer e, por isso mesmo, não vai ser médico, nem mecânico e nem ascensorista. Que é que seu pai lhe diz? Penso que o pai, esquecido de todos "os futuros possíveis e gloriosos" e dolorosamente consciente da presença física, corporal, da criança, aproxima-se dela com toda a ternura e lhe diz: "se tudo correr bem, iremos ao jardim zoológico no próximo domingo..."

É, são duas maneiras de se pensar a vida de uma criança. São duas maneiras de se pensar aquilo que fazemos com uma criança.

 

Eu me lembro daquelas propagandas curtinhas que se fizeram na televisão, por ocasião do ano da criança deficiente. E apareciam lá, na tela, as crianças e adolescentes, cada uma excepcional a seu modo, desde síndrome de Down até cegueira, e aquilo que nós estávamos fazendo com eles... Ensinando, com muito amor, muita paciência.

E tudo ia bem até que aparecia o ideólogo da educação dos excepcionais para explicar que, daquela forma, esperava-se que as crianças viessem a ser úteis, socialmente...

E fiquei a me perguntar se não havia uma pessoa sequer que dissesse coisa diferente, que aquelas escolas não eram para transformar cegos em fazedores de vassouras, nem para automatizar os mongolóides para que aprendessem a pregar botões sem fazer confusão...

 

Será que é isto? Sou o que faço? Ali estavam crianças excepcionais, não-seres que virariam seres sociais e receberiam o reconhecimento público se, e somente se, fossem transformados em meios de produção.

Não encontrei nem um só que dissesse: "através desta coisa toda que estamos fazendo esperamos que as crianças sejam felizes, dêem muitas risadas, descubram que a vida é boa...

 

Se uma borboleta, se um pardal e se uma ignorada rãzinha podem encontrar alegria na vida, por que não estas crianças, só porque nasceram um pouco diferentes?"

 

Voltamos ao pai e ao seu filhinho leucémico.

Que temos a lhe dizer? Que tudo está perdido? Que o seu filho é um não-ser porque nunca chegará a ser útil, socialmente?

E ele nos responderá: "mas não pode ser... Sabe? Ele dá risadas. Adora o jardim zoológico. E está mesmo criando uns peixes, num aquário. Você não imagina a alegria que ele tem, quando nascem os filhotinhos.

De noite nós nos sentamos e conversamos. Lemos histórias, vemos figuras de arte, ouvimos música, rezamos...

Você acha que tudo isto é inútil? Que tudo isto não faz uma pessoa? Que uma criança não é, que ela só será depois que crescer, que ela só será depois de transformada em meio de produção?"

Claro, se a coisa importante é a utilidade social temos de começar reconhecendo que a criança é inútil, um trambolho.

Como se fosse uma pequena muda de repolho, bem pequena, que não serve nem para salada e nem para ser recheada, mas que, se propriamente cuidada, acabará por se transformar num gordo e suculento repolho e, quem sabe, um saboroso chucrute?

Então olharíamos para a criança não como quem olha para uma vida que é um fim em si mesma, que tem direito ao hoje pelo hoje... Reconheçamos: as crianças são inúteis...

Uma sonata de Scarlatti é útil? E um poema? E um jogo de xadrez? Ou empinar papagaios?

Inúteis. Ninguém fica mais rico. Nenhuma dívida é paga.

É que, muito embora não produzam nada, elas produzem o prazer.

O primeiro pai fazia ao filho a pergunta da utilidade: "qual o nome do meio de produção em que você deseja ser transformado?"

O segundo, impossibilitado de fazer tal pergunta, descobriu um filho que nunca descobriria, de outra forma: "vamos brincar juntos, no domingo?"

 

Pense nisso!

 

As crianças são espíritos reencarnados. Não estão num corpo físico pela primeira vez.. Como herdeiros de si mesmos, esses espíritos imortais trazem consigo, ao nascer, as marcas das experiências já vividas em outras existências, como um novo ponto de partida para novos aprendizados.

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www.momentodereflexao.com.br

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LauraBM às 18:38

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