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CANCRO - Encontrem a cura,

antes que me cresçam

as maminhas!

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"A criança que já fui chora na estrada. Deixei-a ali quando vim ser quem sou.
Mas hoje, vendo que o que sou é nada, quero ir buscar quem fui onde ficou."
(Fernando Pessoa)

Sábado, 18 de Fevereiro de 2012

Monólogo para uma menina só

 

(Reflexões numa noite de Natal)
 

Hoje, eu te vi chorar, menina.

Uma única lágrima, deslizando pela face, sem pressa, parecia carregar consigo a expressão de todas as tristezas do mundo.

Hoje, eu te vi chorar, menina.

E no brilho daquela lágrima de adolescente, senti o quanto os teus 14 anos de vida têm transcorrido sedentos de calor humano.

Véspera de Natal, trocas de presente...

Tu, menina-moça, distante do lar, carente de afectos, expressastes, num sussurro, um único desejo: - Eu queria que a minha mãe viesse me ver.

Na tua face, a dignidade de quem está aprendendo, passo a passo, com coragem e vontade, mesmo diante de todas e tantas dificuldades, a fazer a hora do teu mundo e da tua vida.

Na ternura do meu abraço, sentiste um coração amigo e escutei de ti palavras redentoras. Começas a compreender que és digna de ser amada e que o teu futuro começa neste teu presente. Nesses meses connosco, vivendo na Fundação, permitiste-me o acesso ao teu mundo  e fui encontrando em ti uma alma sensível, meio perdida no torvelinho das carências afectivas, encontrando nos disfarces a tua sobrevivência.

Aos poucos, estás abandonando os teus disfarces e permitindo que a expressão das tuas emoções, no que pese os riscos, sejam verdadeiras, porque não mais te satisfaz sobreviver.

Queres viver!

Vejo-te, mente aberta para as mudanças, coração serenado, libertando-se das mágoas, o ângulo de visão descortinando novos horizontes.

Decidiste pôr-te a caminho, em contínuo crescimento.

Sim, menina, terás a profissão com que sonhas: serás maquilhadora e vencerás.

Terás todo o amor que mereces: saberás construir a tua felicidade. És valente. Confio em ti!

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Arapiraca (AL), 24.12.2005 Lêda  Mello

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A não esquecer:

"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos e...

esquece-se a urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta."

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"Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro da própria casa

e recebe o exemplo dos seus pais,
torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos,

inclusive em respeitar o planeta onde vive..."

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